AirData · Arquitetura Geral

Arquitetura Geral do Ecossistema AirData

Leitura arquitetural integrada do ecossistema AirData, consolidando pipelines, armazenamento analítico, qualidade de dados, ontologia, portais semanticos e a camada de recuperação inteligente baseada em RAG.

Espinha dorsalAirflow + PostgreSQL

O núcleo operacional combina orquestração de DAGs com armazenamento analítico centralizado.

Camada semanticaOWL + documentação

A ontologia organiza o dominio e sustenta interpretação conceitual, interoperabilidade e publicação estruturada.

Camada inteligenteQdrant + Ollama

A arquitetura RAG amplia a consulta ao acervo normativo com busca vetorial e respostas contextualizadas.

Objetivo do documentoContexto sistemico

Explicitar dependencias, fluxos, responsabilidades tecnicas e pontos de evolução da arquitetura.

1. Visão Arquitetural Consolidada

O AirData opera como um ecossistema composto por frentes distintas, conectadas por dados, semântica e serviços de consulta. A arquitetura se organiza em torno de um núcleo analítico sustentado por Apache Airflow e PostgreSQL, sobre o qual se apoiam camadas de qualidade, publicação semântica e recuperação inteligente.Ref. Airflow + PostgreSQL

Arquiteturalmente, a plataforma de dados aeronáuticos organiza-se em quatro domínios canônicos: ingestão e transformação, armazenamento analítico, modelagem semântica e recuperação inteligente de conhecimento.

Leitura macro

  • Fontes externas heterogeneas alimentam DAGs especializadas.
  • O PostgreSQL atua como warehouse e ponto de convergencia operacional.
  • A qualidade funciona como camada de observabilidade e confianca.
  • A ontologia organiza o dominio e a camada RAG amplia a consulta ao conhecimento.

2. Mapa do Ecossistema Arquitetural

O diagrama abaixo resume a composição geral do ecossistema e a relação entre fontes, processamento, armazenamento, semantica e interfaces de consumo.

Visualização tridimensional técnica

Esta peca traduz a arquitetura logica em um arranjo espacial: fontes, orquestração, warehouse, ontologia, RAG e interfaces aparecem como camadas interdependentes do ecossistema.

Como interpretar a cena

O núcleo de dados permanece no centro, enquanto semantica, IA e interfaces irradiam valor a partir dele.

A composição 3D não substitui o diagrama analítico; ela o complementa. Seu papel e tornar explicito que o ecossistema depende de um centro operacional robusto e de camadas especializadas que se apoiam nesse núcleo para entregar qualidade, interpretação e consulta inteligente.

Fontes e pipelines como entrada continua
PostgreSQL como convergencia operacional
Ontologia e RAG como expansao semantica e cognitiva
Fontes
ANAC / VRA
DECEA / AISWEB
ICEA / Odin
IEM / ASOS
LexML / PDFs
Orquestração e ETL
Apache Airflow
DAGs de extração
Pipelines de transformação
Núcleo analítico
PostgreSQL / Data Warehouse
Schemas AirData
Base para métricas e exploração
Qualidade e observabilidade
FastAPI
Quality Agent
Dashboard Web
Camada semântica
Ontologia OWL
ROBOT / WIDOCO
Portal OntoSite
Consulta inteligente
Embeddings
Qdrant
Ollama / API RAG / Chat

Em termos simples, dados e documentos entram por pipelines distintas, convergem em armazenamento e depois irradiam valor por observabilidade, semântica e recuperação inteligente.

3. Fluxo de Dados e Processamento

A espinha dorsal do ecossistema é o fluxo operacional dos dados. O Apache Airflow coordena a ingestão contínua, enquanto o PostgreSQL cumpre o papel prescritivo de warehouse central para análise, exploração e monitoramento.

Entrada de dados
01

Coleta

Fontes aeronauticas, meteorologicas e regulatorias são acessadas por DAGs especializadas.

Controle de execução
02

Orquestração

O Airflow agenda, controla dependencias, gerencia status e serializa a execução dos fluxos.

Núcleo analítico
03

Persistencia

O PostgreSQL centraliza os dados já estruturados para consumo analítico e operacional.

Camadas de valor
04

Consumo

Camadas superiores de qualidade, ontologia, visualização e IA consomem o núcleo de dados.

4. Camada Semantica e Publicação Ontologica

O ecossistema mantém uma separação estrita da governança: a ontologia opera como fonte exclusiva da verdade conceitual em backoffice, viabilizando sua publicação, aprovação rigorosa e validação através de uma esteira técnica automatizada até o portal público.Ref. OWL / RDF

Entrada conceitual
01

Fonte semantica

Arquivos OWL versionados preservam a ontologia como fonte principal da verdade conceitual do dominio.

Preparação técnica
02

Tratamento técnico

Scripts de análise e automações preparam validações, consistencia estrutural e geração de artefatos.

Geração de artefatos
03

Toolchain ontologica

ROBOT, WIDOCO e WebVOWL transformam o modelo em documentação, visualização e material navegavel.

Entrega institucional
04

Publicação e consumo

O OntoSite e os relatorios resultantes tornam a ontologia acessivel para consulta, governança e comunicação institucional.

5. Camada RAG, Busca Vetorial e IA Aplicada

A arquitetura RAG provê uma camada especializada para consulta acelerada ao acervo regulatório. O pipeline de ingestão capta documentos brutos via scrapers, convertendo-os em chunks e embeddings armazenados no Qdrant, enquanto o backend consumido pelo usuário final estrutura a IA via Ollama.Ref. Qdrant / Ollama

Aquisição
01

Extração documental

DECEA, LexML e PDFs locais são baixados e convertidos em documentos processaveis.

Modelagem vetorial
02

Chunking e embeddings

Os textos são fragmentados e transformados em vetores com Legal-BERTimbau.

Recuperação
03

Busca vetorial

O Qdrant indexa o acervo e recupera trechos semanticamente próximos da pergunta.

Resposta assistida
04

Geração e entrega

Ollama e a API RAG produzem a resposta, servida ao chat web com citações e contexto.

6. Implantação Operacional e Relação com a Infraestrutura

A arquitetura lógica exige uma decomposição operacional clara por domínios técnicos, garantindo alocação eficiente na infraestrutura on-premises de GPUs e servidores estáveis.

Dominio de dados
Airflow
PostgreSQL
ETL / DAGs
Dominio semantico
Ontologia OWL
ROBOT / WIDOCO
Portal semantico
Dominio de IA
Embeddings
Qdrant
Ollama / RAG API

Para a hospedagem, a separação restringe o acesso direto aos bancos de dados persistentes e às cargas de inferência, reforçando a governança, a performance local e mitigando contenção de recursos em um mesmo host.

7. Diagrama de Implantação por Host e Dominio Técnico

A alocação de componentes obedece ao perfil de carga e à especialização das VMs. Este desenho operacional define a topologia canônica recomendada para isolar workloads pesados e escalar as funções do ecossistema.

Host 1 · Lessonia

Dominio de IA e busca vetorial

32 cores · 1 TB RAM · 2x L40S · ~16 TB NVMe

Qdrant e indices vetoriais
Ollama e serviços de inferencia
RAG API e interface de chat
Processamentos intensivos em GPU
Host 2 · VM secundaria

Dominio de dados e operação

104 vCPU informadas · 2 TB ou ~931 GB RAM · 2x L40S

Apache Airflow e DAGs
PostgreSQL / schemas AirData
Quality Check e dashboards
Serviços web de apoio e publicação
Camada publicada

Entrega externa e acesso institucional

Interfaces e documentos expostos para consumo técnico, institucional e operacional.

OntoSite / GitHub Pages
Portal Next.js de documentação
Dashboard de qualidade
Chat RAG exposto via dominio
Dominio A
A

Dominio de ingestao

Airflow, ETL e PostgreSQL operam como núcleo persistente e devem ficar próximos do storage e das rotinas de manutenção.

Dominio B
B

Dominio de IA

Embeddings, Qdrant, Ollama e a API RAG se beneficiam de isolamento e afinidade com GPU e memoria alta.

Dominio C
C

Dominio de publicação

Portais e dashboards podem ficar desacoplados, reduzindo acoplamento com serviços de banco e inferencia.

Dominio D
D

Governança operacional

Essa separação facilita observabilidade, backup, politicas de acesso e planejamento de crescimento por dominio.

DomínioComponentes sugeridosMotivo de colocação
Ingestao e warehouseAirflow, DAGs, PostgreSQL, Quality CheckMaior proximidade com persistencia, ETL, I/O e rotina operacional continua.
RAG e IAQdrant, embeddings, Ollama, API RAGUso intensivo de GPU, memoria e latencia baixa entre componentes vetoriais.
Publicação e navegaçãoOntoSite, portal documental, interfaces webServiços mais leves e com melhor desacoplamento para exposição e manutenção.

8. Rede, Reverse Proxy e Exposição de Serviços

A topologia de rede define explicitamente a fronteira de exposição, isolando os bancos de dados, chaves de API e motores de inferência em redes privadas, deixando expostos unicamente os gateways de HTTP (Reverse Proxy) e os frontends web.

Serviços internos conhecidos

  • Quality Check local em `127.0.0.1:9010`.
  • RAG Web atras do Nginx em `127.0.0.1:8082`.
  • RAG API atras do Nginx em `127.0.0.1:8083`.
  • Qdrant exposto em `6333` e `6334`.
  • Ollama exposto em `11434`.

Pontos publicos conhecidos

  • `http://chatbot.airdata.ita.br/ragweb/` para a interface RAG.
  • `http://data.airdata.ita.br/` para o dashboard de qualidade.
  • `https://ita-airdata.github.io/OntoSite/index.html` para o portal ontologico.

Leitura operacional

  • Integração nativa de proteção SSL/TLS no gateway.
  • Motor Ollama e Database PostgreSQL rigidamente bloqueados para acessos de fora da rede.
  • Isolamento entre workloads expostos (RAG Web) e os motores persistentes isolados.

Segurança e acessos (Compliance)

  • Chaves do Airflow operacionais registradas via secrets manager seguros.
  • Exigência total de credenciais em APIs RAG publicadas.
  • Permissões delimitadas via RBAC para gerir chaves de indexação vetorial.
Camada 1

Usuarios e consumidores

Perfis que interagem com o ecossistema por consulta, operação e consumo institucional.

Pesquisadores
Operação / Engenharia
Consumidores institucionais
Camada 2

Exposição publica

Endpoints e frentes externas conhecidas para acesso as aplicações e publicações do projeto.

chatbot.airdata.ita.br/ragweb/
data.airdata.ita.br
GitHub Pages / OntoSite
Camada 3

Reverse proxy e aplicações

Faixa intermediaria de entrega, roteamento e publicação das interfaces web e APIs expostas.

Nginx /ragweb -> 8082
Nginx /ragapi -> 8083
FastAPI Quality Check 9010
Camada 4

Backends e persistencia

Serviços persistentes e internos que sustentam armazenamento, recuperação e execução central do ecossistema.

PostgreSQL
Qdrant 6333 / 6334
Ollama 11434
Airflow / DAGs
ServiçoExposição conhecidaPorta / caminhoComentário operacional
Quality CheckDominio público e execução local documentada`9010` local; `data.airdata.ita.br` publicadoPrecisa de validação de como o dominio público esta roteado ate a aplicação.
RAG WebPublicação via Nginx`/ragweb/` -> `8082`Ha indicio claro de reverse proxy HTTP no README de deploy.
RAG APIPublicação via Nginx`/ragapi/` -> `8083`Deve permanecer protegida por chave API e preferencialmente com menor exposição externa.
QdrantServiço interno de suporte ao RAG`6333` / `6334`Idealmente restrito a rede interna e aos serviços de IA.
OllamaServiço interno de inferencia`11434`Também deve ficar protegido e próximo da camada GPU.
OntoSitePublicação estaticaGitHub PagesBaixo acoplamento com a infraestrutura de aplicação principal.

9. Matriz dos Sistemas e Integrações

SistemaFunção principalEntradasSaídas / consumoResponsável
`ita-airdata-pipelines`Extração, transformação e orquestração de dados.ANAC, DECEA, ICEA, IEM/ASOS e outras fontes aeronauticas.Dados estruturados no PostgreSQL.Felipe Lelis (Data Engineering / Arquitetura)
`ita-airdata-quality-check`Observabilidade, integridade e monitoramento de qualidade.PostgreSQL, status do Airflow, métricas de sistema.Dashboard, APIs e logs de qualidade.Guilherme (Quality Engineering)
`ita-airdata-ontology`Modelagem conceitual e distribuição da ontologia.Domínio aeronáutico e modelagem semântica.Artefatos OWL, documentação, grafo e relatórios.Jairo (Especialista em Semântica OWL)
`ita-airdata-owl`Pipeline técnico da ontologia e publicação do site.Arquivos OWL versionados.HTML, WebVOWL, changelog, relatórios de qualidade.Jairo (Especialista em Semântica OWL)
`ita-airdata-rag-system-llm`Busca vetorial e geração de respostas sobre documentos normativos.DECEA, LexML, PDFs locais, Qdrant, Ollama.API RAG, chat web e respostas contextualizadas.Vitor (Especialista de IA / RAG)
`data-retention-policy` / portal atualGovernança documental, arquitetura e consolidação institucional.Conhecimento transversal do ecossistema.Portal técnico e documentação integrada.Felipe Lelis (Data Engineering / Arquitetura)

10. Matriz de Dependencias e Criticidade Operacional

Além de compreender o papel de cada sistema, e importante tornar explicita a cadeia de dependencias e o impacto provavel de uma indisponibilidade. Essa leitura ajuda a priorizar recuperação, monitoramento e desenho de contingencia de forma mais objetiva.

SistemaDependências críticasImpacto se indisponívelCriticidadePrioridade de recuperação
`ita-airdata-pipelines`Airflow, conectores externos, PostgreSQL, credenciais e agenda de execução.Interrompe ingestao de novas cargas, degrada atualização do warehouse e afeta sistemas dependentes.AltaImediata
PostgreSQL / núcleo analíticoStorage, rede interna, politicas de backup, manutenção e hosts de dados.Afeta pipelines, dashboards, validação de qualidade e parte relevante da inteligência operacional.AltaImediata
`ita-airdata-quality-check`PostgreSQL, Airflow, FastAPI, acesso de rede e logs.Reduz observabilidade e dificulta detecção precoce de degradação da base e dos fluxos.MediaAlta
`ita-airdata-rag-system-llm`Qdrant, Ollama, corpus ingerido, API RAG, reverse proxy e GPU.Interrompe o serviço de consulta inteligente, mas não paralisa o núcleo de ingestao e warehouse.MediaAlta
QdrantStorage local, rede interna, embeddings e pipeline de ingestao documental.Inviabiliza busca vetorial e degrada a camada RAG, mantendo o restante do ecossistema operacional.MediaAlta
OllamaGPU, modelos carregados, runtime local e conectividade interna com a API.Interrompe geração de respostas, embora parte da recuperação vetorial ainda possa existir separadamente.Media-baixaMedia
`ita-airdata-ontology` / `ita-airdata-owl`Arquivos OWL, toolchain ROBOT/WIDOCO e publicação estatica.Afeta documentação e governança semantica, mas com menor impacto imediato sobre a operação diaria.Media-baixaPlanejada
Portal documental Next.jsHospedagem web estatica ou app, rotas e conteudo versionado.Reduz acesso ao conhecimento institucional, mas não interrompe os serviços centrais de dados.BaixaPlanejada

Meta de RTO

PostgreSQL e Airflow devem ter o menor RTO possivel, porque sustentam a maior parte do ecossistema. Camadas documentais e semanticas podem ter janelas mais flexiveis.

Meta de RPO

O RPO aceitavel do warehouse deve acompanhar a cadencia das cargas e o custo operacional de reprocessamento. Quanto menor a janela de perda, menor o acumulo de inconsistencia.

Prática essencial

Backup sem teste de restauração não fecha a disciplina de continuidade. O plano precisa prever ensaio periodico de recovery em ambiente controlado.

11. Continuidade Operacional, Backup e Recovery

A arquitetura também precisa ser lida pela lente da continuidade operacional. Em um ecossistema como o AirData, o ponto central não e apenas publicar componentes, mas garantir que dados, pipelines, vetores, modelos e interfaces possam ser restaurados com previsibilidade minima.

Prioridade estrutural

PostgreSQL e Airflow constituem a espinha operacional do ecossistema. Sua recuperação deve preceder a retomada de camadas como RAG, ontologia e portais publicos.

Monitoramento minimo

E recomendavel acompanhar disponibilidade de serviços, atraso das DAGs, crescimento de disco, saude do PostgreSQL, uso de GPU, Qdrant, Ollama, latencia das interfaces e falhas de publicação externa.

DomínioMecanismo mínimo recomendadoObjetivo operacionalCadência sugerida
PostgreSQL / warehouseBackup logico recorrente, snapshot em storage e teste periodico de restauração.Preservar schemas, dados históricos e capacidade de retomada do núcleo analítico.Backup diario; teste semanal de restore.
Airflow e pipelinesVersionamento continuo das DAGs, export de variaveis e conexoes, inventario de credenciais.Retomar orquestração e permitir reprocessamento com rastreabilidade.Sincronização continua por Git; revisao quinzenal de configurações.
Qdrant e indices vetoriaisPersistencia das coleções, snapshot do volume e procedimento de reindexação documentado.Reduzir o tempo de reconstrução da camada RAG e manter o corpus vetorial disponivel.Snapshot diario; ensaio mensal de rebuild parcial.
Ollama e inferenciaCatalogo versionado de modelos, checklist de runtime e automação de provisionamento local.Permitir reativação previsivel da geração sem depender de ajuste manual extenso.Validação a cada troca de modelo; revisao mensal.
Reverse proxy e apps webVersionamento de Nginx, compose ou systemd, além de inventario de dominios, portas e caminhos.Restabelecer exposição externa com menor risco de erro de roteamento.Versionamento continuo; teste a cada mudanca de deploy.
Ontologia e publicação semanticaVersionamento dos OWLs, artefatos de build e pipeline reproduzivel do portal ontologico.Preservar a base conceitual do projeto e a capacidade de republicação confiavel.Por commit relevante e antes de cada publicação.
Incidente
01

Detectar

Identificar a falha por dashboard, alarme, log, atraso de DAG ou indisponibilidade percebida pelos usuarios.

Diagnostico
02

Isolar

Separar rapidamente se o incidente esta em dados, rede, publicação, aplicação, GPU ou camada vetorial.

Recuperação
03

Restaurar

Executar o recovery pela cadeia de prioridade, comecando pelo núcleo de dados e avancando para serviços dependentes.

Confirmação
04

Validar

Confirmar integridade, consistencia dos dados, retomada das rotas publicas e normalização da carga operacional.

Meta de RTO

PostgreSQL e Airflow devem ter o menor RTO possivel, porque sustentam a maior parte do ecossistema. Camadas documentais e semanticas podem ter janelas mais flexiveis.

Meta de RPO

O RPO aceitavel do warehouse deve acompanhar a cadencia das cargas e o custo operacional de reprocessamento. Quanto menor a janela de perda, menor o acumulo de inconsistencia.

Prática essencial

Backup sem teste de restauração não fecha a disciplina de continuidade. O plano precisa prever ensaio periodico de recovery em ambiente controlado.

Metas sugeridas de RTO e RPO por dominio

Domínio / serviçoRTO sugeridoRPO sugeridoJustificativa arquitetural
PostgreSQL / núcleo analítico2 a 4 horasAte 24 horas, idealmente menor conforme a janela de cargaE o ponto de convergencia do ecossistema e afeta pipelines, qualidade e exploração analítica.
Airflow / orquestração4 horasBaixo, desde que DAGs e variaveis estejam versionadosSem orquestração, o projeto perde capacidade de atualização e reprocessamento previsivel.
Quality Check8 horas24 horasNão interrompe o dado central, mas reduz observabilidade e aumenta tempo de detecção de falhas.
Qdrant / busca vetorial8 a 12 horas24 horas ou rebuild controladoA camada RAG fica degradada, porem o restante do ecossistema continua funcional.
Ollama / inferencia12 horasBaixo, desde que catalogo de modelos esteja documentadoA indisponibilidade afeta geração, mas não paralisa ingestao, warehouse ou publicação semantica.
Ontologia e publicação semantica24 horas ou maisPor release ou commit relevanteTem alto valor institucional, mas menor urgencia frente ao núcleo de dados e operação continua.
Portal documental24 a 48 horasPor commit ou publicaçãoE importante para governança e acesso ao conhecimento, mas não interrompe serviços centrais.

Diagrama logico de backup e restore entre hosts

Etapa 1

Host operacional

Serviços que precisam ser protegidos como núcleo ativo do ecossistema.

PostgreSQL
Airflow / DAGs
Qdrant
Ollama / modelos
Nginx / configs
Etapa 2

Camada de proteção

Mecanismos minimos para preservar dados, configuração, histórico e capacidade de recomposição.

Backups logicos
Snapshots de volume
Repositorio Git
Inventario de segredos
Artefatos de build
Etapa 3

Destino de recovery

Possiveis rotas de recomposição apos falha, restore ou reativação assistida.

Mesmo host restaurado
Host secundario
Ambiente de contingencia
Reprocessamento controlado
Validação funcional

A leitura recomendada e separar a proteção por natureza do ativo: dados persistentes com backup e snapshot, configuração por Git e inventario, e componentes reconstitutiveis por provisionamento e reprocessamento controlado.

Runbooks minimos por tipo de incidente

IncidentePrimeira açãoRecuperação mínimaValidação final
Falha do PostgreSQLCongelar escritas e monitorar o IOPS alertado por dashboard ativo.Executar o script 'make restore-db' no cluster para engajar o último snapshot diário.Conferir schemas via Quality Agent test loop.
Paralisação do AirflowVerificar scheduler, banco interno, e segredos criptografados.Recriar orquestradores acionando o docker-compose ou kubernetes YAML oficial.Confirmar retomada de agenda pelo dashboard de DAGs principal.
Indisponibilidade do QdrantIsolar o cluster vetorial no balanceador de carga preventivo.Reconstituir persistência reiniciando storage local e reengatando embeddings.Passar a suíte de testes de aproximação semântica da API local.
Falha do Ollama ou da GPUVerificar integridade do kernel driver CUDA e limites do host físico.Recarregar modelos base com parâmetros do manifest de configuração original.Garantir SLO alvo em prompts de validação do check de saúde.
Quebra de publicação web ou proxyInspecionar Nginx ingress, certificados auto renovados, e rotas internas fechadas.Refazer deploy de conf estática aprovada pelo pipeline e reiniciar worker.Ping HTTP 200 nas URLs de saída pública em todos os domínios mapeados.

12. Decisoes Arquiteturais que Fazem Sentido no Ecossistema

Airflow para orquestração

Faz sentido pela natureza batch e agendada das extrações, além da necessidade de reprocessamento e rastreabilidade.

PostgreSQL como convergencia

E uma base solida para consolidar multiplas fontes e servir analises, embora exija governança de crescimento.

OWL para governança conceitual

A ontologia ajuda a estabilizar vocabulario, relações e interoperabilidade entre sistemas e equipes.

Qdrant para busca semantica

Adequado para recuperar trechos normativos por similaridade e sustentar a experiencia de RAG.

Ollama local

Reforca autonomia de execução, controle sobre o ambiente e alinhamento com a capacidade GPU on-premises.

Portal documental em Next.js

Unifica documentação, inventario, arquitetura e governança institucional em uma camada única de navegação.

13. Lacunas Arquiteturais e Próximos Passos

Para solidificar ainda mais a governança absoluta da plataforma de dados, os seguintes passos arquiteturais representam a prioridade canônica das próximas sprints:

Lacunas a preencher

  • Mapa de ambientes: desenvolvimento, homologação e produção.
  • Portas, dominios, autenticação e fronteiras de rede.
  • Dependencias entre serviços hospedados em cada VM.
  • Politica de backup, recovery e observabilidade integrada.

Proxima evolução sugerida

  • Diagrama de implantação por host ou VM.
  • Mapa C4 de containers e integrações internas.
  • Inventario de portas e caminhos de acesso.
  • Matriz de risco arquitetural por sistema.
AirData · Arquitetura geral · Sintese arquitetural baseada nos READMEs e nas integrações que estruturam o ecossistema.